Minhas Referências Musicais

A música é um dom de Deus, está extremamente ligada à minha vida, desde garoto sempre quis ser um músico profissional, e graças a Deus realizei esse sonho que é trabalhar com a música, pra mim ser músico é uma filosofia de vida.

Me espelhei em muitos músicos, se fosse enumerar todos aqueles músicos que foram decisivos e influenciaram a minha formação musical, a lista seria interminável, cada vez que escuto esses grandes músicos descubro e aprendo algo novo.

Gosto muito de uma frase que o meu grande mestre e amigo Marco César sempre fala:

” O MÚSICO É O QUE ELE ESCUTA”

Portanto sempre que puder estarei falando sobre esses músicos no meu Blog, com o objetivo de ajudar e ícentivar o conhecimento e divulgação de suas obras.

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Waldir Azevedo foi um desses músicos que me influenciaram a ser um solista de cavaquinho e estudar o choro. É uma das maiores referências no cavaquinho, dono de uma sonoridade e expressão única, de fundamental importância na minha formação. Conheci seu trabalho ao ganhar do meu pai um CD de presente da série “Encicloplédia da Música Brasileira” com seus maiores sucessos, que foi produzido a partir de matrizes originais e remasterizado em sistema digital através  da WARNER MUSIC BRASIL.

Nasceu de família pobre em 1923 na cidade do Rio de Janeiro, no bairro da Piedade, e passou a infância e a adolescência no bairro do Engenho Novo. Manifestando interesse em música ainda criança, Waldir conseguiu comprar uma flauta transversal aos sete anos de idade, depois de juntar dinheiro capturando passarinhos e vendendo-os.

No carnaval de 1933, aos 10 anos de idade, apresentou-se em público pela primeira vez, como flautista, tocando “Trem Blindado”, de João de Barro, no Jardim do Méier.

Já adolescente, conheceu um grupo de amigos que se reunia aos sábados para tocar e, por influência deles, acabou por trocar a flauta pelo bandolim. Pouco tempo depois trocou o bandolim pelo cavaquinho, instrumento que deixou de lado quando o violão elétrico ganhou projeção no Brasil.

Waldir sonhava ser piloto de aviões, mas problemas cardíacos o impediram de realizar seu sonho, e ele acabou empregando-se na companhia elétrica do Rio de Janeiro, a Light, até que em 1945, aos 22 anos, enquanto passava a lua de mel na cidade de Miguel Pereira, recebeu um telefonema de um amigo avisando de uma vaga no grupo de Dilermando Reis, em um programa da Rádio Clube do Brasil. Tocou no grupo durante dois anos, após o que acabou assumindo sua liderança, com a saída de Dilermando em 1947.

Durante a década de 1950 fez grande sucesso com composições como “Brasileirinho”, “Pedacinhos do Céu”, “Delicado”, “Chiquita” e “Vê Se Gostas”, e as composições de Waldir o projetaram internacionalmente. Com 132 músicas gravadas entre choros, valsas e baiões (Segundo a “Encicloplédia da Música Brasileira” (Art Editora, 1988), Durante 11 anos viajou com seu conjunto por países da América do Sul e Europa, incluindo duas viagens patrocinadas pelo Itamaraty na Caravana da Música Brasileira. Suas composições tiveram gravações no Japão, Alemanha e Estados Unidos, onde Percy Faith e sua orquestra atingiram a marca de um milhão de cópias vendidas com uma gravação de Delicado. Waldir chegou a participar de um programa na BBC de Londres, transmitido para 52 países.

Em 1964, com a morte de sua filha Miriam aos 18 anos, afastou-se da música. Mudou-se para Brasília em 1971, aos 48 anos, onde sofreu um acidente com um cortador de grama onde quase perdeu seu dedo anular, e foi forçado a ficar sem tocar por um ano e meio. Após cirurgias e fisioterapia, recuperou-se e voltou a gravar.

Waldir Azevedo morreu em 1980 na Beneficência Portuguesa de São Paulo em decorrência de um aneurisma da aorta abdominal, poucos dias antes de começar as gravações de um novo álbum — meticuloso, Waldir ainda deixou instruções para os músicos gravadas em fita cassete. Ele tinha 57 anos. Foi o músico que popularizou o cavaquinho como instrumento solista a partir da sua música mais conhecida “Brasileirinho”, escrita para ser tocada em num cavaquinho onde restava apenas uma corda, de um sobrinho de 10 anos. a explosão desse choro foi tão grande que  ao receber a prestação de contas dos direitos autorais ele quase enfartou. O moço do guichê empilhou tantas notas que ele comprou sua primeira casa a vista.

Ele foi o pioneiro na difusão das possibilidades do cavaquinho, dono de uma sonoridade avantajada , tocava com a mão direita solta , de maneira a obter grande volume do instrumento e usava as cordas bem altas para não estalar e assim manter um padrão de sonoridade assim decupa Henrique Cazes um dos seus seguidores no cavaquinho, no livro ” Choro – do quintal ao Municipal” (Editora 34, 1998).

Fontes de pesquisa:

Wikipédia, a enciclopédia livre.

Henrique Cazes, Choro – do quintal ao Municipal” (Editora 34, 1998).

Gostei muito e indico esse site para vocês conhecerem a obra de Waldir Azevedo:

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Pré-selecionado no Prêmio da Música Brasileira 24ª edição

Meus amigos há alguns dias tive a felicidade em saber que o meu CD João Paulo Albertim-Toca Pernambuco foi Pré-selecionado no Prêmio da Música Brasileira 24ª edição que vai acontecer em 2013.
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Abaixo segue link do site do Prêmio da Música Brasileira falando sobre a pré-seleção:

http://www.premiodemusica.com.br/noticias/pernambuco-cl%C3%A1ssicos-e-novidades-entre-os-pr%C3%A9-selecionados

Parabéns, Luiz Gonzaga!

Meus amigos, hoje é um dia muito especial para todos os Brasileiros. O centenário do mestre Luiz Gonzaga, nascido em Exu no dia 13 de dezembro de 1912, conhecido como o Rei do baião. Foi um dos artistas mais completos, uma importante e inventiva figura da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Sou um músico nordestino muito influenciado pela obra do Gonzagão e encontrei no YouTube uma parte do musical em homenagem a Luiz Gonzaga, reunindo grandes nomes da música popular como Clara Nunes, João Bosco, Altamiro Carrilho, Waldir Azevedo, Geraldo Vespário, Regional e Caçulinha. Desfrutem a vontade.

Lançamento do videoclipe “Alabucano”

Meus amigos, finalmente posso apresentar o meu primeiro videoclipe oficial. Estou muito orgulhoso e feliz pois ele é mais um fruto do meu trabalho e da minha dedicação para levar a boa música ao maior número de pessoas que eu conseguir. Este videoclipe foi um trabalho dos alunos da turma do 2º período do curso de Produção Fonográfica, da disciplina de Audiovisual, da AESO – Faculdades Integradas Barros Melo, sob a orientação do Prof. Leonardo Castro Gomes. Desfrutem desse clipe que foi feito com todo o carinho especialmente pra vocês.

Encontro com o Mestre Dominguinhos

Em uma visita ao estúdio Gusdel, tive a incrível oportunidade de conhecer o mestre Dominguinhos. Já tinha ouvido falar, porém, fiquei impressionado com sua simplicidade e a atenção com o qual me recebeu.

No momento pude presenteá-lo com meu CD “Toca Pernambuco”. Estar perto de uma das minhas maiores referências como músico foi um momento inesquecível.